sábado, 24 de novembro de 2012

"AVC - Suporte e cuidados a longo prazo"

AVC é a principal causa de incapacidade em adultos no mundo. Os sobreviventes de AVC necessitam de suporte e cuidados adequados a longo prazo.


TERAPIA E ACOMPANHAMENTO APÓS O AVC 
Pessoas que tiveram um AVC necessitam de acompanhamento a longo prazo e monitorização para garantir que eles tenham estratégias preventivas e controle adequado dos fatores de risco, além de terapia dirigida para otimização de suas atividades de vida diária, mobilidade, espasticidade, dor, continência, comunicação, humor e cognição
ESPASTICIDADE Após o AVC, músculos paralisados podem se contrair involuntariamente (encurtar ou flexionar) e criar rigidez e tensão (espasticidade). Espasticidade no braço pode causar o punho fechado, o cotovelo dobrado e o braço pressionado contra o tórax. Espasticidade pode prejudicar a capacidade de realizar atividades cotidianas, como se vestir.
APOIO PSICOLÓGICO E EMOCIONAL Sobreviventes de um AVC podem sofrer de depressão. Eles podem também ter uma maior tendência à irritabilidade. Recuperação da depressão pode demorar algum tempo. Para facilitar a reabilitação é essencial que ele tenha acesso a ajuda profissional, bem como receba apoio emocional contínuo de seus familiares e amigos.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"COMO ESCOLHER OS ALIMENTOS NA HORA DA COMPRA"



• Escolha estabelecimentos que mantenham a higiene das
instalações e dos funcionários e que ofereçam produtos de
boa qualidade a preços acessíveis.
• Leia com atenção os rótulos dos produtos, observando
os nutrientes, a data de fabricação, prazo de validade,
ingredientes e peso.
• Não compre alimentos com aparência duvidosa (latas
amassadas, estufadas, embalagens furadas ou abertas).
• Observe o aspecto das embalagens a vácuo. Elas devem
estar sem a presença de líquidos e os alimentos não devem
apresentar manchas.
Carnes, ovos e laticínios
• Compre a carne bovina de cor vermelha clara (cor natural).
Não compre se apresentar partes escuras. A carne deve ser
moída na hora.
• Não compre a carne suína se notar pequenas bolinhas
brancas. Elas indicam a presença do parasita “solitária”.
• Adquira peixes com guelras vermelhas, olhos brilhantes,
carne com consistência firme e macia, e escamas presas à
pele.
• Selecione carnes de aves que estejam firmes, apresentem
coloração amarelo-pálido, brilhante e cheiro suave. A cor
esverdeada indica que o alimento está estragado.
• Ovos não devem ter manchas, sujeiras e rachaduras.
• Observe se as carnes, produtos lácteos e frios estão sob
refrigeração. Verifique se os produtos de origem animal,
estão sob fiscalização sanitária oficial, com carimbo do
Serviço de Inspeção Federal (SIF) ou Estadual.

Frutas e hortaliças / verduras e legumes
• Compre frutas e hortaliças da época, porque são as de
melhor qualidade e mais baratas.
• Prefira as hortaliças e frutas firmes e novas, sem partes
estragadas, machucadas, mofadas ou rachadas.
• Compre sempre os legumes e verduras com folhas e
talos. Estas partes têm grande valor nutritivo e podem ser
utilizadas para variar o cardápio.


Ministério da Saúde
Secretaria de Vigilância em Saúde
Secretaria de Atenção à Saúde
Alimentação e
Nutrição para Pessoas
Que Vivem com HIV e Aids



"O PAPEL DA FAMÍLIA"



Família é o grupo de pessoas que convivem
unidas por laços de compromissos com
responsabilidades mútuas.
A família pode ser formada por mulheres e
homens que se casam ou vivem juntos, com
ou sem filhos; por homens e mulheres que
não são casados; por só um homem ou
mulher, com ou sem filhos.
Tanto o pai como a mãe têm deveres e
responsabilidades em relação à sua família

• É importante que a família tenha momentos
de encontro.
• A hora das refeições pode ser um desses
momentos.
• Parte do dinheiro da família deve ser
destinada para as despesas com as crianças.
• A divisão das tarefas, despesas e
responsabilidades deve ser decidida em
conjunto e de acordo com a organização
de cada família.
• Os projetos de vida, os sonhos, os medos
também devem ser compartilhados por todos.

(Artigo 227 da Constituição Federal e Art. 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente)

domingo, 18 de novembro de 2012

"Tratamento contra o AVC"

Tempo perdido é cérebro perdido. 

A partir dos inícios dos sintomas o tempo para tratar o AVC é limitado. 

Se você suspeitar que você ou alguém próximo a você está tendo um AVC, imediatamente: 

►Ligue para um serviço médico de emergência (192 - Ambulância SAMU). 

►Vá para um hospital preparado para atender casos de AVC. 

Mesmo se os sintomas desaparecerem em poucos minutos, ligue para o número de emergência (192), pois pode ser sua última oportunidade para evitar um AVC potencialmente fatal.

CUIDADOS HOSPITALARES

Várias possibilidades de tratamento tem sido capazes de melhorar a recuperação após o AVC. A trombólise (tratamento de dissolução do coágulo) é uma importante opção para alguns pacientes e depende criticamente do tempo de espera para o tratamento: o tratamento pode ser dado até 4 h e 30 minutos após o início do AVC, mas quanto mais precoce o tratamento é administrado, melhor é seu efeito.


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"MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO"


Conhecido o triângulo do fogo, sabemos que ele só existirá quando estiverem presentes ostrês elementos essenciais. Com esse conhecimento, é que se baseiam os métodos modernos decombate ao fogo. Portanto, para extingui-lo, basta desfazer o triângulo do fogo, isto é, retirar um dosseus lados; portanto existem três possibilidades básicas para a extinção de um incêndio:• Resfriamento – quando se baixa a temperatura do combustível.• Abafamento – quando se evita a penetração do oxigênio.• Retirada do material – quando se retira o combustível do local.6.1. ResfriamentoO resfriamento ou controle do calor é o método de extinção mais usado. Consiste no controlede calor, isto é, na diminuição da temperatura até o ponto em que o material não queime ou emitagases inflamáveis.O agente usualmente empregado para combater incêndios por resfriamento é a água, que porsuas características e propriedades é um corpo que tem maior capacidade de absorção do calor.6.2. AbafamentoO abafamento ou controle de comburente (oxigênio) é dos métodos de extinção mais difícil,pois, a não ser em pequenos incêndios que podem ser abafados com tampas de vasilhas, panos,cobertores, etc...necessita de aparelhamento e produtos específicos para sua obtenção. Consiste naeliminação do oxigênio das proximidades imediatas do combustível, não permitindo o contato diretodo ar atmosférico com a superfície aquecida, interrompendo, deste modo, o triângulo do fogo.Em números redondos, a composição do ar atmosférico é a seguinte: 78% de Nitrogênio, elemento neutro que não entra na combustão; 21% de Oxigênio, absolutamente necessário à combustão; 1% de outros gases e vapores.6.3. Retirada do MaterialA retirada do material ou controle do combustível é o método mais simples na sua realização,pois, não necessita de aparelhos especializados, consiste na retirada, diminuição ou interrupção dacombustão com suficiente margem de segurança do campo de programação do fogo no materialainda não atingido pelo incêndio.

Prevenção e Combate à Incêndio


sábado, 17 de novembro de 2012

Prevenção contra o AVC

Estarei publicando uma série de 6 passos que qualquer pessoa pode seguir para reduzir o risco e o perigo de um AVC. 

1º Passo: PREVENÇÃO

1. Conheça os seus próprios fatores de risco: pressão alta, diabetes, colesterol alto; 2. Seja ativo e faça atividade física regularmente;

3. Mantenha uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais e com pouco sal, para se manter saudável e com pressão sanguínea baixa;

4. Limite o consumo de álcool;

5. Evite o hábito de fumar. Se você é fumante, procure ajuda e pare imediatamente;

6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta do AVC. 

Fibrilação atrial e outras doenças cardíacas 

Fibrilação atrial (FA) é uma doença cardíaca pouco diagnosticada e pouco tratada e um importante fator de risco para o AVC. A FA faz com que as duas câmaras do coração (os átrios) tremem ao invés de contraírem efetivamente, o que resulta em sangue não completamente bombeado para fora do coração que, por sua vez, fica acumulado e pode levar a formação de um coágulo. Esses coágulos podem viajar até ao cérebro e desencadear um AVC grave e, frequentemente, fatal. AVC devido a FA pode ser evitado pelas medicações anticoagulantes.




segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"SOBRE O BULLYING"



Bullying é um fenômeno escolar que, por definição universal, caracteriza-
se por um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas que
ocorrem sem motivação evidente, adotado por um ou mais alunos contra
outro(s), causando dor, angústia e sofrimento. Insultos, intimidações, apelidos
cruéis, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, atuação
de grupos que hostilizam, ridicularizam e infernizam a vida de outros
alunos levando-os à exclusão, além de danos físicos, morais e materiais,
são algumas manifestações deste comportamento (Fante, 2005).
Todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que
ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra
outro(s), dentro de uma relação desigual de poder caracterizam o bullying.
Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de
poder são características essenciais que tornam possível a intimidação da
vítima (ABRAPIA).
Todas as definições convergem para a incapacidade da vítima em se
defender. A vítima também não consegue motivar outras pessoas a agirem
em sua defesa. Principal característica, ou a mais grave: a propriedade de
causar traumas no psiquismo de suas vítimas. Fante (2005) considera que,
Bullying – B. Detoni
Pensando Famílias, 12(1), jul. 2008; (119-131)
Se está ocorrendo bullying em uma escola, todos os alunos estão envolvidos
de alguma maneira. Esta autora classifica cinco diferentes papéis que podem
ser desempenhados na situação de bullying.
As vítimas ou alvos são divididas em três categorias
A vítima típica pode ser considerada o bode expiatório do grupo. É um
indivíduo (ou grupo de indivíduos), geralmente pouco sociável, que sofre repetidamente
as conseqüências dos comportamentos agressivos de outros e
que não dispõe de recursos, status ou habilidades para reagir ou fazer cessar
essas atitudes prejudiciais. As características mais comuns apresentadas
por estes indivíduos são: aspecto físico mais frágil; medo que lhe causem
danos ou de ser fisicamente ineficaz nos esportes e nas brigas; coordenação
motora deficiente; extrema sensibilidade, timidez, passividade, submissão,
insegurança, baixa auto-estima, alguma dificuldade de aprendizado,
ansiedade e aspectos depressivos. Em muitos casos, relaciona-se muito
melhor com adultos.
A vítima provocadora atrai e provoca reações agressivas contra as quais
não consegue lidar com eficiência. Tenta responder ou brigar quando é atacada
ou insultada, mas é ineficaz. Pode ser hiperativa, inquieta, dispersiva e
ofensora. Costuma ser responsável por causar tensões no ambiente em que
se encontra.
A vítima agressora (ou alvos/autores) reproduz os maus-tratos sofridos.
Tendo sofrido situações de bullying na escola, tende a procurar indivíduos
mais frágeis para transferir os maus-tratos sofridos.
Oagressor (ou autor) é quem vitimiza os mais fracos. Costuma ser um
indivíduo que manifesta pouca empatia. Com freqüência, é membro de família
desestruturada, em que há pouco ou nenhum relacionamento afetivo. Os
pais exercem supervisão pobre sobre os filhos, tolerando e oferecendo como
modelo de solução de conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. É
considerado malvado e duro pelos outros. Pode se tornar um adulto com
comportamentos anti-sociais e violentos.
Oespectador (ou testemunha) é quem presencia o bullying, mas não o
sofre nem pratica. Representa a maioria dos alunos que convive com o problema
e adota a lei do silêncio por temerem se tornar um novo alvo para o
agressor. Podem se sentir incomodados e inseguros sem saber o que fazer.
Também podem ter prejuízo acadêmico e social.
O bullying, nas faixas pré-adolescente e adolescente, se insere numa
idade determinada pela representação de importantes funções evolutivas futuras
ou por condições psicológicas particularmente instáveis, emocionais e
físicas do indivíduo. Nessas fases de importantes transformações evolutivas,
Bullying – B. Detoni
Pensando Famílias, 12(1), jul. 2008; (119-131)
A primeira, a idade pré-adolescente (dos 7 aos 12 anos), caracteriza-se pela
necessidade de uma orientação firme e de uma intensa base afetiva por
parte do adulto educador. Na segunda fase (dos 13 aos 16 anos) tal necessidade,
embora presente em estado latente sob a forma de um desejo de
encorajamento, é superada por uma exigência de protagonismo, de autonomia
e de vida social (Costantini, 2004).
Pressupõe-se que essas exigências gerais, típicas dos adolescentes,
envolvam com a mesma intensidade tanto vítimas quanto intimadores. Mais
do que as condições subjetivas, familiares ou sociais específicas, é a ausência
de desenvolvimento de uma ou mais potencialidades evolutivas ligadas
ao crescimento que determina para alguns o papel de vítima e para outros o
de intimidador. Um desenvolvimento auto-crítico positivo mais adequado, como
a auto-estima, o reforço pessoal e a assertividade (capacidade de se impor e
defender o próprio ponto de vista), seria útil, por exemplo, à vítima, para
conseguir enfrentar seu destino, ao passo que, para os intimidadores, o desenvolvimento
de comportamentos de autocontrole e tolerância, de sentimentos
altruístas e de educação social e cívica, como a empatia, a compreensão,
a solidariedade e o respeito às regras, seria útil para evitar cair em
caminhos perigosos.
No ambiente escolar é difícil libertar-se de certa distribuição de papéis,
seja para o agressor ou para a vítima, ambos condicionados pelo grupoclasse
no qual estão inseridos. A sala de aula é determinante na elaboração
de um sistema de regras de grupo, segundo o qual há aquele que é intimidado
e aquele que deve intimidar aquele que é testemunha participante (via de
regra a favor do intimidador) e aquele não-participante (indiferente ou às vezes
a favor da vítima, mas amedrontado pela situação) (Costantini, 2004).
O contexto relacional e psicológico que se produz com o bullying é típico
de um sistema em grupo fechado, problemático, que não encontrou brechas
para desenvolver positivamente as relações entre os seus membros. Na ausência
disso, ganham espaço as dinâmicas mais negativas, nas quais as
relações internas entre os companheiros se cristalizam em rituais, em atitudes
de zombaria e escárnio, de intimidação e de desvalorização do outro, de
passividade e de impotência; ou ainda (da parte da chamada maioria silenciosa)
em gestos de indiferença e passividade, para escapar de situações desagradáveis
que se convertem em isolamento e marginalização da vítima. Produzem-
se assim, identidades individuais e de grupo que tendem a cristalizar-se
em relações e comportamentos repetitivos, nos quais ficam gravados, de forma
permanente, estereótipos, funções e rótulos (Costantini, 2004).
Para a vítima, essa condição tem conseqüências a curto e longo prazos:
ansiedade, ausência de auto-estima, depressão e transtorno
Bullying – B. Detoni
Pensando Famílias, 12(1), jul. 2008; (119-131)
comportamental, a ponto de abandonar a escola e, como as pesquisas revelam,
nos casos mais graves e para os indivíduos mais fracos, pode haver
também uma maior probabilidade de risco de suicídio concernente ao dado
fisiológico ligado è adolescência (Costantini, 2004).
A vítima freqüentemente não encontra condições para recuperar-se
porque não há clima de proteção física e muito menos ajuda necessária de
um adulto que interrompa a situação de bullying e que também seja capaz
de dar reforço psicológico ao mais fraco. Para a vítima, sair desse papel
significa emancipar-se de uma situação de sofrimento e de absoluta impotência
psicológica. Ações concretas que rompam com esses sentimentos e
que demonstrem que a realidade é totalmente modificável podem dar-lhe
aquele empurrão necessário para tomar coragem e mudar a maneira de a
vítima ver as si mesmo (Costantini, 2004).
Tanto os perseguidores quanto as vítimas parecem carentes de habilidades
relacionais, porque não as desenvolveram individualmente, porque lhes
faltou oportunidade de se sentirem inseridos em contextos escolares nos
quais poderiam aprendê-las e exercitá-las. O contexto-escola e o grupoclasse,
e provavelmente a família não tem sido para eles, sob esse aspecto,
nem educativos, nem significativos, nem úteis. O sistema educativo que os
cerca não foi suficientemente incisivo para evitar que caíssem nesses dois
estereótipos (Costantini, 2004).
Um contexto significativo para a vítima é aquele que, antes de mais
nada, consegue protegê-la das intimidações e humilhações; e que depois
permita que desenvolva com menos tensões sua capacidade de autodefesa.
Eles contam seus segredos aos pais, com clareza, mas estes não parecem
ter capacidade de compreender suficientemente suas preocupações e
comunicá-las à escola (Costantini, 2004).
O bullying é um problema que interessa à coletividade e ao papel dos
adultos nas várias agências educativas (escola, família, voluntariado, associações),
mas também em relação ao futuro da sociedade. Os jovens agressivos,
por causa de seu comportamento transgressor e violento, têm mais
probabilidade de assumir comportamentos mais problemáticos como a delinqüência
e o alcoolismo (Costantini, 2004).

Pensando Famílias